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  Curso teórico-prático de Eletroconvulsoterapia (EC
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As primeiras descriçoes do uso de cânfora para tratar os portadores de transtornos mentais parecem remitir ao século XVI, quando Paracelsus a utilizava para curar pessoas "lunáticas". Segundo ABRAMS (1992) , a primeira citaçao publicada é atribuída a Leopold von Auenbrugger que, em 1764, tratava a "mania vivorum" com cânfora a cada duas horas até que surgissem as convulsoes. Outros relatos surgiram com o passar do tempo.
Contudo, as opçoes de tratamento psiquiátrico até os anos 30 eram bastante limitadas. Para os pacientes ambulatoriais, o tratamento quase que se restringia a psicoterapia e, para pacientes internados, praticamente nada se podia fazer, exceto prover com suporte social, sedar e vigiar para que nao fizessem mal a si mesmos ou a outros. Os principais tratamentos existentes consistiam na terapia por febre malárica de Wagner-Jauregg (1917) , sonoterapia prolongada de Klaesi (1922) e, mais contemporaneamente a ECT, o coma insulínico de Sakel (1933) e a psicocirugia de Moniz (1935).
Ladislas Joseph von Meduna, um neuropsiquiatra húngaro, acreditava que pacientes com epilepsia poderiam ser protegidos do desenvolvimento de sintomas psicóticos típicos da esquizofrenia. Ele levantou a hipótese de que a induçao de convulsoes em pacientes com esquizofrenia poderia reduzir os seus sintomas. Ensaios clínicos demonstraram uma diminuiçao significativa dos sintomas psicóticos em pacientes tratados com séries de convulsoes induzidas. Contudo, como tem acontecido com várias outras descobertas médicas, a teoria que estava por trás da descoberta estava incorreta. Indivíduos com epilepsia nao tem proteçao alguma para o desenvolvimento de sintomas esquizofrenicos. Na verdade, a pesquisa atual sugere que estes indivíduos tem até uma maior probabilidade de desenvolver estes sintomas quando comparados com nao epilépticos.
Inicialmente, Meduna utilizou métodos farmacológicos para induzir a atividade convulsiva, como a injeçao intramuscular de cânfora e, posteriormente, pentilenetetrazol (Metrazol). Este método, apesar de efetivo na induçao de convulsoes, tinha muitos efeitos colaterais, era pouco seguro e provocava sensaçoes extremamente desagradáveis para o paciente durante a fase pré-ictal. Alguns autores puderam produzir convulsoes em caes, utilizando estimulaçao elétrica com eletrodos extracerebrais.
Em 1937, os neuropsiquiatras italianos, Ugo Cerletti e Lucio Bini, começaram a induzir, experimentalmente, convulsoes com eletricidade. Descobriram que assim era mais fácil induzir as convulsoes e regular a eletricidade do que com agentes farmacológicos. Este método passou a ser conhecido como eletroconvulsoterapia (ECT) e, rapidamente, substituiu o pentilenetetrazol. Em poucos anos, a ECT tornou-se o principal método de tratamento biológico, nao apenas para a esquizofrenia mas também, e principalmente, para transtornos do humor.
Em meados dos anos 50, a utilizaçao da ECT começou a declinar. Por um lado, as descobertas de agentes farmacológicos com efeitos antipsicóticos, antidepressivos e estabilizadores do humor surgiram como métodos menos invasivos que a ECT para a terapia psiquiátrica, e, por outro lado, foi-se desenvolvendo uma imagem negativa da ECT, vista como um método cruel e desumano, utilizado para controlar o comportamento e para tortura.
Apesar do estigma ainda existir, muitos tem reconhecido que a ECT é uma intervençao eficaz e, muitas vezes, capaz de salvar a vida em certos transtornos nos quais outras intervençoes tiveram pouco ou nenhum efeito.
Além disso, a técnica foi muito desenvolvida, com o desenvolvimento de aparelhos mais sofisticados, uso de anestesia, oxigenaçao, relaxamento muscular, monitorizaçao eletroencefalográfica da convulsao, etc.
Atualmente, estima-se que 50 mil pessoas recebam ECT por ano nos Estados Unidos

 
   
ect@hcnet.usp.br
Tel:.3069-6525
brunogatti.com.br